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Mais um certificado RHCE!

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É isso aí, no sábado a noite, tendo feito a prova na sexta (17/04/09), recebi o famoso email da Red Hat notificando o resultado da prova:

Dear Carlos Eduardo Pedroza Santiviago:

The results of your RHCE Certification Exam are reported below.  The
RHCE Certification Exam allows candidates to qualify for the
Red Hat Certified Engineer (RHCE) and Red Hat Certified Technician
(RHCT) certificates.  Please note that the RHCE designation is
understood to both include and supersede the RHCT designation.

SECTION I:    TROUBLESHOOTING AND SYSTEM MAINTENANCE
RHCE requirements:  completion of compulsory items (50 points)
overall section score of 80 or higher
RHCT requirements:  completion of compulsory items (50 points)

Compulsory Section I score:                        50.0
Non-compulsory Section I score:                    50.0
Overall Section I score:                           100

SECTION II:  INSTALLATION AND CONFIGURATION
RHCE requirements: score of 70 or higher on RHCT components (100 points)
score of 70 or higher on RHCE components (100 points)

RHCT requirement:  score of 70 or higher on RHCT components (100 points)

RHCT components score:                             100.0
RHCE components score:                             93.3

RHCE Certification:                                PASS

Congratulations — you are now certified as a Red Hat Certified
Engineer!  Your RHCE Certificate number is 805009060438872.

Não sei o que errei, mas acredito que deva ter deixado algum serviço ou configuração inativa após reboot, mas tudo bem! :-)

Achei o modelo de prova aplicado pela Red Hat muito melhor que o da LPI, já que eles se baseiam em performance do candidato, e não teste de memória que mais se assemelha a LPI. Não posso comentar o conteúdo da prova, mas achei bem interessante. O instrutor, Filipe Miranda, comentou que eles iriam atualizar/melhorar ainda mais, o que eu acho que é de grande valia.

A prova foi muito bem aplicada, e conheci uma rapaziada gente boa, alguns já tinham feito a prova e não passaram, outros estavam realizando pela primeira vez. Percebi que a porcentagem de reprovação nesse exame é bem alta, e provavelmente deve aumentar, exigindo ainda mais dos candidatos: ótimo! Bom para os profissionais certificados e melhor ainda para as empresas que precisam dos mesmos!

Agora, vou aproveitar as merecidas férias, recarregar as energias necessárias, pois a próxima prova que farei é da certificação CISSP, uma das mais reconhecidas na área de segurança da informação.

Preparação para a prova RHCE, parte 2

Alguns outros materiais de suma importância para a certificação:

  • RHEL Installation Guide: explica em detalhes o processo de instalação, e também uma série de informações sobre como ser bem sucedido na resolução de possíveis problemas durante a instalação;
  • RHEL Deployment Guide: esse é o “manual” do RHEL. Abrange todos os aspectos de configuração do servidor, indispensável;
  • RHEL LVM Administrator’s Guide: manual detalhado de administração do LVM. Tudo que você possivelmente quis saber sobre LVM é coberto aqui.

Depois provavelmente vou gerar uns scripts para “estragar” instalações RHEL/CentOS. Assim, será útil para quem quiser praticar bem antes de realizar a prova.

Preparação para a prova RHCE

A partir do dia 30/03, iniciei a preparação para a prova RHCE. Sempre tive vontade de fazer essa prova, mas até então os custos eram impeditivos: viagem para São Paulo (R$ 700,00) + Estadia (R$ 300,00) + Prova (R$ 1290,00).

rhce logo

Felizmente consegui convencer o corpo gerencial a aprovar essa certificação (e diga-se de passagem que estão preparando investindo bem em treinamentos). Por isso, não gostaria de reprovar nessa prova, assim como foi na LPI 303 (tirei 460 de 500, mínimo).

Os materiais que irei usar como base são: RH300 RHCE “Rapid Track” Course e RHCE Red Hat Certified Engineer Linux Study Guide Exam RH302 5th Edition.

Tentei fazer uma equivalência entre os dois conteúdos, montando um roteiro a ser seguido. O cronograma será o abaixo:

Guia de Estudos RHCE
Data RH300 Study Guide
30/03/09 1. Essentials 1. RHCE Prerequisites
31/03/09 2. Kernel Services 8. Kernel Services and Configuration
01/04/09 3. Filesystem Management 4. Linux Filesystem Administration
02/04/09 4. User Administration 5. User Administration
03/04/09 5. Local Security (?) 14. X Window System
04/04/09 6. Advanced Partitioning (?)
05/04/09 7. Installation 2. Hardware and Installation
06/04/09 8. System Initialization 3. The Boot Process
07/04/09 9. RPM, YUM, RHN 5. Package Management
08/04/09 10. System Administration 7. System Administration Tools
09/04/09 11. Network Configuration 13. Other Networking Services
10/04/09 12. Network Security 15. Securing Services
11/04/09 13. Network File Sharing 10. Network File Sharing Services
12/04/09 14. Network Infrastructure 11. Domain Name Service
13/04/09 15. HTTP Service 9. Apache and Squid
14/04/09 16. Mail Service 12. Electronic Mail
15/04/09 17. Troubleshooting 16. Troubleshooting
16/04/09 Revisão e viagem
17/04/09 Prova

Como mostra no planejamento, tentei fechar o assunto do Study Guide com o do RH300. Aparentemente, o Study Guide está mais organizado que o RH300, pois parte desde o momento da instalação até investigação de problemas. Se no final ficar ruim, provavelmente eu altero.

Atualizações de final e início de ano!

Pois é, mais um ano se passou e outro vem com muitas expectativas. Neste final de 2008, resolvi me presentear com duas coisas que precisava há um bom tempo:

  • Memória de 2GB, Kingston;
  • HD de 250GB, Western Digital.

Agora, meu Macbook está com uma sobrevida de alguns anos, e nessa migração (antes tinha um HD de 80 GB), aproveitei para ajustar algumas coisas no particionamento do HD.

Geek ao extremo, adquiri essas peças na véspera de Natal, 24 de Dezembro. E claro, a clonagem do HD com certeza iria durar toda a madrugada, e eu só na expectativa.

Para realizar essa cópia de um HD para o outro, recorri ao famoso CloneZilla, que segundo relatos daria conta do recado. Para conseguir realizar essa clonagem tive que fazer um malabarismo:

  • Como eu não tinha como copiar direto do HD antigo SATA para o HD novo SATA, e o meu desktop também não suporta SATA (é um AMD XP 1600+, com 512MB de memória!), tive que comprar um conversor SATA -> IDE;
  • Com esse conversor, fiz uma imagem do HD SATA antigo para o HD IDE que peguei emprestado do meu cunhado;
  • E após terminada a imagem, coloquei o HD SATA novo e carreguei a imagem criada no HD IDE para ele.

Malabarismo terminado, foi hora de ligar o HD novo no Notebook e verificar o funcionamento. Basicamente eu tenho 2 sistemas operacionais, Mac OS e Fedora. Primeiro teste, Mac OS funcionando perfeitamente. Segundo teste, Fedora não carrega. O GRUB me parece um pouco perdido, e eu lembrei da velha história do EFI x MBR.

Como o meu Mac OS possui o rEFIt, apenas entrei na tela de configuração dele, durante o boot, e mandei fazer o sincronismo EFI -> MBR. Dito e feito, o Fedora bootou sem problemas.

Mas eu ainda não estava satisfeito, já que o ano novo se aproximava e nada como uma faxina geral para começar o ano bem. Logo, resolvi formatar a partição do Fedora e deixar o disco particionado da seguinte maneira:

  • Partição 1: EFI (necessária para o Mac OS, atualização de firmware, etc.) (~ 200MB)
  • Partição 2: HFS+, Mac OS (~30 GB)
  • Partição 3: ext3, Fedora (~50 GB)
  • Partição 4: TrueCrypt (~150 GB)

Ok, na soma não dá 250 GB. Isso geraria uma longa discussão, e para sumarizar, digamos que:

  • 1 Gigabyte = 1 000 000 000 bytes
  • 1 Gibibyte = 1 073 741 824 bytes

Duvida? Leia aqui.

Após finalizada toda a instalação, configuração e ajustes finais, o Fedora ficou da mesma maneira que estava antes. Depois da criação do dispositivo com TrueCrypt, faltava decidir qual filesystem eu iria usar, de maneira que fosse possível o intercâmbio entre os dois sistemas, Mac OS e Linux. Como o Mac OS possui um número limitado de opções, fiquei restringido basicamente a ZFS e FAT. Este último, não traz muito benefício, logo decidi pelo famoso ZFS!

E não é que funciona bem? Apenas com alguns ajustes, já foi possível obter escrita e leitura em ambos sitemas operacionais, sendo:

  • No Mac OS, atualização de drivers e binários, a partir daqui;
  • No Fedora, através do yum. :-)

Finalizando, converti a partição onde o Fedora está instalado para ext4, via Live CD. Depois, descobri que o GRUB não tinha suporte a boot nesse tipo de filesystem. Averiguando o estado de desenvolvimento do GRUB, verifiquei que ele já praticamente não está sendo atualizado, e todas as novidades vão para o GRUB2. Dessa forma, removi o GRUB e parti para o GRUB2: perfeito! E ainda, parece também que o GRUB2 consegue dar boot em sistemas onde o /boot se encontra em LVM. Não pude testar isso, mas acredito que acabará de vez com aquela velha partição de 100MB separada do restante. :-)

Quanto a prova LPI 303, achei que ela não estava tão difícil, mas eu não estudei bem. Imagino que perdi a oportunidade de ganhar outra certificação. Mas tudo bem, serve de aviso para as próximas!

Simuladores Cisco GPL

Iniciei meus estudos para tirar a certificação CCNA, e estava buscando simuladores que pudessem me ajudar. Foi quando achei o Dynamips (http://www.ipflow.utc.fr/index.php/Cisco_7200_Simulator) e um front-end para o Dynamips chamado Dynagen (http://dynagen.org). Além disso, existe um emulador do firewall PIX, em http://www.blindhog.net/pemu-cisco-pix-emulator/. Com eles, é possível montar uma estrutura de rede complexa, mas é necessário utilizar o IOS original dos roteadores.

O fórum de ajuda sobre eles pode ser achado no sítio http://7200emu.hacki.at. Se você não quiser instalar no seu ambiente esses pacotes, é possível também obter uma imagem do VMware no sítio http://cisco-pix-emu.rezalfr.org.

Assim que tiver o laboratório virtual montado, escreverei as configurações aqui. Para os mais apressados, uns exemplos interessantes podem ser encontrados no sítio http://zues.remmy.net/index.php/Pixemu.