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Preparação para a prova RHCE, parte 3

Eis a estrutura que montei para fazer os testes de ambiente:

Lab RHCE

Lab RHCE

Todo esse ambiente foi montado usando a estrutura padrão oferecida pelo Fedora 10, em um MacBook com 2.5GB de RAM e com KVM/QEMU, sem a necessidade de instalação de pacotes externos para virtualização, tais como VMware, Xen, VirtualBox, etc. Eles também podem ser usados, e de certa forma até facilitariam a instalação, mas nada como um desafio e um ambiente novo para se aventurar.

Os arquivos XML dessa estrutura estão disponíveis aqui:

Download: lab-rhce.tar.gz  lab-rhce.tar.gz

Atualizações de final e início de ano!

Pois é, mais um ano se passou e outro vem com muitas expectativas. Neste final de 2008, resolvi me presentear com duas coisas que precisava há um bom tempo:

  • Memória de 2GB, Kingston;
  • HD de 250GB, Western Digital.

Agora, meu Macbook está com uma sobrevida de alguns anos, e nessa migração (antes tinha um HD de 80 GB), aproveitei para ajustar algumas coisas no particionamento do HD.

Geek ao extremo, adquiri essas peças na véspera de Natal, 24 de Dezembro. E claro, a clonagem do HD com certeza iria durar toda a madrugada, e eu só na expectativa.

Para realizar essa cópia de um HD para o outro, recorri ao famoso CloneZilla, que segundo relatos daria conta do recado. Para conseguir realizar essa clonagem tive que fazer um malabarismo:

  • Como eu não tinha como copiar direto do HD antigo SATA para o HD novo SATA, e o meu desktop também não suporta SATA (é um AMD XP 1600+, com 512MB de memória!), tive que comprar um conversor SATA -> IDE;
  • Com esse conversor, fiz uma imagem do HD SATA antigo para o HD IDE que peguei emprestado do meu cunhado;
  • E após terminada a imagem, coloquei o HD SATA novo e carreguei a imagem criada no HD IDE para ele.

Malabarismo terminado, foi hora de ligar o HD novo no Notebook e verificar o funcionamento. Basicamente eu tenho 2 sistemas operacionais, Mac OS e Fedora. Primeiro teste, Mac OS funcionando perfeitamente. Segundo teste, Fedora não carrega. O GRUB me parece um pouco perdido, e eu lembrei da velha história do EFI x MBR.

Como o meu Mac OS possui o rEFIt, apenas entrei na tela de configuração dele, durante o boot, e mandei fazer o sincronismo EFI -> MBR. Dito e feito, o Fedora bootou sem problemas.

Mas eu ainda não estava satisfeito, já que o ano novo se aproximava e nada como uma faxina geral para começar o ano bem. Logo, resolvi formatar a partição do Fedora e deixar o disco particionado da seguinte maneira:

  • Partição 1: EFI (necessária para o Mac OS, atualização de firmware, etc.) (~ 200MB)
  • Partição 2: HFS+, Mac OS (~30 GB)
  • Partição 3: ext3, Fedora (~50 GB)
  • Partição 4: TrueCrypt (~150 GB)

Ok, na soma não dá 250 GB. Isso geraria uma longa discussão, e para sumarizar, digamos que:

  • 1 Gigabyte = 1 000 000 000 bytes
  • 1 Gibibyte = 1 073 741 824 bytes

Duvida? Leia aqui.

Após finalizada toda a instalação, configuração e ajustes finais, o Fedora ficou da mesma maneira que estava antes. Depois da criação do dispositivo com TrueCrypt, faltava decidir qual filesystem eu iria usar, de maneira que fosse possível o intercâmbio entre os dois sistemas, Mac OS e Linux. Como o Mac OS possui um número limitado de opções, fiquei restringido basicamente a ZFS e FAT. Este último, não traz muito benefício, logo decidi pelo famoso ZFS!

E não é que funciona bem? Apenas com alguns ajustes, já foi possível obter escrita e leitura em ambos sitemas operacionais, sendo:

  • No Mac OS, atualização de drivers e binários, a partir daqui;
  • No Fedora, através do yum. :-)

Finalizando, converti a partição onde o Fedora está instalado para ext4, via Live CD. Depois, descobri que o GRUB não tinha suporte a boot nesse tipo de filesystem. Averiguando o estado de desenvolvimento do GRUB, verifiquei que ele já praticamente não está sendo atualizado, e todas as novidades vão para o GRUB2. Dessa forma, removi o GRUB e parti para o GRUB2: perfeito! E ainda, parece também que o GRUB2 consegue dar boot em sistemas onde o /boot se encontra em LVM. Não pude testar isso, mas acredito que acabará de vez com aquela velha partição de 100MB separada do restante. :-)

Quanto a prova LPI 303, achei que ela não estava tão difícil, mas eu não estudei bem. Imagino que perdi a oportunidade de ganhar outra certificação. Mas tudo bem, serve de aviso para as próximas!

VMware Server no Fedora Core 9

Agora foi a vez de instalar o VMware Server no Fedora Core 9. Após rodar o vmware-config.pl, o seguinte erro foi exibido no console:

Building the vmmon module.
Using 2.6.x kernel build system.
make: Entering directory `/tmp/vmware-config0/vmmon-only'
make -C /lib/modules/2.6.26.3-29.fc9.i686/build/include/.. SUBDIRS=$PWD SRCROOT=$PWD/. modules
make[1]: Entering directory `/usr/src/kernels/2.6.26.3-29.fc9.i686'
CC [M]  /tmp/vmware-config0/vmmon-only/linux/driver.o
/tmp/vmware-config0/vmmon-only/linux/driver.c:146: error: unknown field ‘nopage' specified in initializer
/tmp/vmware-config0/vmmon-only/linux/driver.c:147: warning: initialization from incompatible pointer type
/tmp/vmware-config0/vmmon-only/linux/driver.c:150: error: unknown field ‘nopage' specified in initializer /tmp/vmware-config0/vmmon-only/linux/driver.c:151: warning: initialization from incompatible pointer type
make[2]: *** [/tmp/vmware-config0/vmmon-only/linux/driver.o] Error 1
make[1]: *** [_module_/tmp/vmware-config0/vmmon-only] Error 2
make[1]: Leaving directory `/usr/src/kernels/2.6.26.3-29.fc9.i686'
make: *** [vmmon.ko] Error 2
make: Leaving directory `/tmp/vmware-config0/vmmon-only'
Unable to build the vmmon moduleFor more information on how to troubleshoot module-related problems, please
visit our Web site at "http://www.vmware.com/download/modules/modules.html" and
"http://www.vmware.com/support/reference/linux/prebuilt_modules_linux.html".
Execution aborted.

Após baixar o vmware-any-any-update117-itpsycho.tar.bz2 de http://www.it-psycho.de/downloads/vmware-any-any-update117-itpsycho.tar.bz2 e descompactá-lo, basta executar o runme.pl:

[root@freak vmware-any-any-update117-itpsycho]# ./runme.pl
 Updating /usr/bin/vmware-config.pl ... now patched
 The file /usr/lib/vmware/modules/source/vmmon.tar that this script was about to
 install already exists. Overwrite? [yes]
The file /usr/lib/vmware/modules/source/vmnet.tar that this script was about to
 install already exists. Overwrite? [yes]
Updating /usr/bin/vmware ... No patch needed/available
Updating /usr/bin/vmnet-bridge ... No patch needed/available
Updating /usr/lib/vmware/bin/vmware-vmx ... No patch needed/available
Updating /usr/lib/vmware/bin-debug/vmware-vmx ... No patch needed/available
VMware modules in "/usr/lib/vmware/modules/source" has been updated.

Depois disso, o vmware-config.pl será executado novamente, e a configuração deve terminar normalmente.

Fonte: Fedora List

truecrypt no fedora core 9

Procurando uma maneira de criptografar seus dados, e que também possam ser compartilhados com outras plataformas? Uma solução interessante é o TrueCrypt, que pode ser baixado em http://www.truecrypt.org.

truecrypt

Para instalar no Fedora, existem pacotes disponíveis no seguinte repositório: http://www.lfarkas.org/linux/packages/fedora/9/i386/.

Basicamente, para instalar, você vai precisar (estando como root ou rodando com sudo):

# cd /etc/yum.repos.d
# wget http://www.lfarkas.org/linux/packages/fedora/lfarkas.repo
# yum install truecrypt

E pronto! Basta executar o comando truecrypt que você poderá criar um disco criptografado ou um contâiner para armazenar seus dados de forma segura. Recomendo dar uma lida no manual do TrueCrypt. Eu estou mudando de EncFS para TrueCrypt.

atualizações sobre o problema de infra-estrutura no projeto fedora

Aparentemente, parece mesmo que foi um problema de segurança (estou especulando, ainda). Por ter sido divulgada uma nova chave SSH no final do email do Paul Frields, imagino que tenha sido algo relacionado a isso. Na íntegra:

Our team has been hard at work for several days now, restoring services
in the Fedora infrastructure. We started with what we identified as
Fedora’s “critical path,” those systems required to restore minimum
daily operation. That work to be completely finished by the end of the
day. We then move on to our other value services to complete them as
soon as possible.

Please give the infrastructure team the time they need to do this
demanding work. They have been doing a spectacular job and deserve the
absolute highest credit.

The systems that are now back online and usable include the following:
* Puppet, Xen and FAS hosts
* app1, app3, and app4
* database and proxy servers
* the majority of the Xen guest machines
* serverbeach5, serverbeach4
* Fedora Hosted**

The systems that should be available very soon:
* asterisk1 and collab1
* cvs1
* builders, x86 and ppc
* Fedora People

We know the community is awaiting more detail on the past week’s
activities and their causes. We’re preparing a timeline and details and
will make them available in the near future. We appreciate the
community’s patience, and will continue to post updates to the
fedora-announce-list as soon as possible.

= = =
** New SSH fingerprint for Fedora Hosted:
e6:b3:68:51:98:2d:4c:dc:63:27:46:65:51:d5:f0:7a


Paul W. Frields, Fedora Project Leader
gpg fingerprint: 3DA6 A0AC 6D58 FEC4 0233 5906 ACDB C937 BD11 3717
http://paul.frields.org/ – – http://pfrields.fedorapeople.org/
irc.freenode.net: stickster @ #fedora-docs, #fedora-devel, #fredlug

Espero que tenhamos mais notícias em breve, e que o anúncio seja tão claro como foi o do Debian anos atrás, lembram? :-)

Migração de Debian para Fedora

Fedora

A história

A partir de domingo, 10/08/2008 estou usando Fedora. Sim, Fedora. Sempre fui um apoiador de software livre, e durante esses vários anos utilizei as distribuições principais da seguinte maneira:

  • 1996: Yggdrasil, primeiro contato com Linux, através da Interdata, onde foi praticamente meu primeiro emprego.
  • 1997 ~ 2000: Slackware, onde realmente aprendi o que era usar Linux e demais ferramentas GNU. Nesse intervalo de tempo, também testei diversas outras distribuições, como SuSE, RedHat. FreeBSD, OpenBSD também foram testados. IRC, efnet, security geek. Madrugadas e madrugadas aprendendo. Tempo bom!
  • 2000 ~ 2002: Debian, achei que o Slackware andava meio parado, e meu tempo também já não era como antes (faculdade, etc). O Debian é uma ótima distribuição que se encaixou nas minhas necessidades na época.
  • 2002 ~ 2003: Gentoo, pois queria ter o controle total dos pacotes, ~x86 na época era demais com um AthlonXP (que tenho até hoje!), ver todas aquelas linhas de compilação! Ficava feliz com a fato do OpenOffice compilar depois de várias horas.
  • 2003 ~ 2005: Debian, o tempo novamente. Como não sobrava muito, digamos que retornei ao meu “Porto Seguro”.
  • 2005 ~ 2007: Ubuntu, nesse momento, eu achava que precisava contribuir com o software livre, já que o utilizava bastante e não ajudava com muita coisa. Já tinha dado treinamentos, participado de InstallFests, etc, mas precisava ser algo maior. Comecei então a trabalhar no projeto Ubuntu Brasil, com os meus amigos Rodrigo Belém, Mario Meyer e Lício Fonseca. Estávamos progredindo, mas novamente o tempo (neste caso por família, filho, esposa!) , me impediu de trabalhar mais ativamente, e infelizmente outras pessoas que eu mesmo apoiei no início resolveram “queimar meu filme” (nenhum dos que citei anteriormente). Então, o empenho de contribuição desapareceu.
  • 2007 ~ 10/08/2008: Debian/Ubuntu, sempre usando os dois, Debian no MacBook e Ubuntu no Desktops (trabalho e casa).

Os motivos

  • Surpresa: no mês de julho, eu e alguns amigos resolvemos atualizar nosso servidor dedicado, e eis que então surge a possibilidade de usar o CentOS. Até então, eu já tinha ouvido falar de tal distribuição baseada no RHEL, mas nunca tinha tido vontade de experimentar. Depois de alguns dias administrando o servidor, gostei muito da ferramenta yum (que me lembrou bem do apt), feita em python e C, e também da estabilidade do servidor.
  • Segurança: o Fedora possui um grande comprometimento ao quesito segurança. Firewall habilitado por padrão, PIE, SSP, SELinux, … Tudo bem, alguns podem dizer que não são as melhores proteções… mas, lembrem-se que “o ótimo é inimigo do bom” (como diria o Jaime!), e esses esforços não podem ser desconsiderados.
  • Aparência: ninguém pode negar que o conjunto de artes do Fedora é bem elaborado. O sítio é bem organizado e chamativo. O boot loader também tem um cuidado especial, o que é um atrativo para novos usuários. Pensei até em usar o LinuxMint, mas não sei qual o será o tempo de vida da distribuição.
  • “Corporatividade”: as distribuições mais usadas em empresas hoje são RHEL e SuSE. Ambas, usam RPM. Ambas, tem uma distribuição “comunitária”, Fedora e openSUSE. Ou seja, algumas das ferramentas disponíveis nestas últimas, acabam sendo migradas para as distribuições corporativas. E isso não deve ser desconsiderado.
  • Novidade: é sempre bom experimentar algo novo. O sistema init é diferente (event), pm-utils, selinux, e por aí vai. Junto com a mudança sempre vem um empenho e vontade de aprender.

A conclusão

Até agora tenho gostado do Fedora. Já não uso mais o FC9 estável, e sim o testing. Ainda não tive oportunidade, mas vou acabar migrando para a variação de desenvolvimento, Rawhide, mantendo a similaridade que tinha com o Debian sid.

Vale a pena? Não consido afirmar ainda, mas não me arrependi. Pouco a pouco vou conhecendo mais detalhes do Fedora, e em último caso posso formatar tudo e reinstalar a distribuição que quiser (nada como um /home separado!).

Problemas no FC9? Encontrei alguns, sempre existem. Tais como os da imagem abaixo. Entrei em contato com o desenvolvedor do PackageKit, Richard, e soluções para eles já foram providenciadas.

Mas então Fedora é melhor que o Debian? Não, claro que não. É mais uma questão de gosto e de funcionalidades que cada um procura e precisa.