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Migração de Debian para Fedora

Fedora

A história

A partir de domingo, 10/08/2008 estou usando Fedora. Sim, Fedora. Sempre fui um apoiador de software livre, e durante esses vários anos utilizei as distribuições principais da seguinte maneira:

  • 1996: Yggdrasil, primeiro contato com Linux, através da Interdata, onde foi praticamente meu primeiro emprego.
  • 1997 ~ 2000: Slackware, onde realmente aprendi o que era usar Linux e demais ferramentas GNU. Nesse intervalo de tempo, também testei diversas outras distribuições, como SuSE, RedHat. FreeBSD, OpenBSD também foram testados. IRC, efnet, security geek. Madrugadas e madrugadas aprendendo. Tempo bom!
  • 2000 ~ 2002: Debian, achei que o Slackware andava meio parado, e meu tempo também já não era como antes (faculdade, etc). O Debian é uma ótima distribuição que se encaixou nas minhas necessidades na época.
  • 2002 ~ 2003: Gentoo, pois queria ter o controle total dos pacotes, ~x86 na época era demais com um AthlonXP (que tenho até hoje!), ver todas aquelas linhas de compilação! Ficava feliz com a fato do OpenOffice compilar depois de várias horas.
  • 2003 ~ 2005: Debian, o tempo novamente. Como não sobrava muito, digamos que retornei ao meu “Porto Seguro”.
  • 2005 ~ 2007: Ubuntu, nesse momento, eu achava que precisava contribuir com o software livre, já que o utilizava bastante e não ajudava com muita coisa. Já tinha dado treinamentos, participado de InstallFests, etc, mas precisava ser algo maior. Comecei então a trabalhar no projeto Ubuntu Brasil, com os meus amigos Rodrigo Belém, Mario Meyer e Lício Fonseca. Estávamos progredindo, mas novamente o tempo (neste caso por família, filho, esposa!) , me impediu de trabalhar mais ativamente, e infelizmente outras pessoas que eu mesmo apoiei no início resolveram “queimar meu filme” (nenhum dos que citei anteriormente). Então, o empenho de contribuição desapareceu.
  • 2007 ~ 10/08/2008: Debian/Ubuntu, sempre usando os dois, Debian no MacBook e Ubuntu no Desktops (trabalho e casa).

Os motivos

  • Surpresa: no mês de julho, eu e alguns amigos resolvemos atualizar nosso servidor dedicado, e eis que então surge a possibilidade de usar o CentOS. Até então, eu já tinha ouvido falar de tal distribuição baseada no RHEL, mas nunca tinha tido vontade de experimentar. Depois de alguns dias administrando o servidor, gostei muito da ferramenta yum (que me lembrou bem do apt), feita em python e C, e também da estabilidade do servidor.
  • Segurança: o Fedora possui um grande comprometimento ao quesito segurança. Firewall habilitado por padrão, PIE, SSP, SELinux, … Tudo bem, alguns podem dizer que não são as melhores proteções… mas, lembrem-se que “o ótimo é inimigo do bom” (como diria o Jaime!), e esses esforços não podem ser desconsiderados.
  • Aparência: ninguém pode negar que o conjunto de artes do Fedora é bem elaborado. O sítio é bem organizado e chamativo. O boot loader também tem um cuidado especial, o que é um atrativo para novos usuários. Pensei até em usar o LinuxMint, mas não sei qual o será o tempo de vida da distribuição.
  • “Corporatividade”: as distribuições mais usadas em empresas hoje são RHEL e SuSE. Ambas, usam RPM. Ambas, tem uma distribuição “comunitária”, Fedora e openSUSE. Ou seja, algumas das ferramentas disponíveis nestas últimas, acabam sendo migradas para as distribuições corporativas. E isso não deve ser desconsiderado.
  • Novidade: é sempre bom experimentar algo novo. O sistema init é diferente (event), pm-utils, selinux, e por aí vai. Junto com a mudança sempre vem um empenho e vontade de aprender.

A conclusão

Até agora tenho gostado do Fedora. Já não uso mais o FC9 estável, e sim o testing. Ainda não tive oportunidade, mas vou acabar migrando para a variação de desenvolvimento, Rawhide, mantendo a similaridade que tinha com o Debian sid.

Vale a pena? Não consido afirmar ainda, mas não me arrependi. Pouco a pouco vou conhecendo mais detalhes do Fedora, e em último caso posso formatar tudo e reinstalar a distribuição que quiser (nada como um /home separado!).

Problemas no FC9? Encontrei alguns, sempre existem. Tais como os da imagem abaixo. Entrei em contato com o desenvolvedor do PackageKit, Richard, e soluções para eles já foram providenciadas.

Mas então Fedora é melhor que o Debian? Não, claro que não. É mais uma questão de gosto e de funcionalidades que cada um procura e precisa.