Google Chrome: análise só para Linux

É, assim como tudo que o Google faz, o Chrome superou as expectativas. Mas, por ter sido liberado apenas para aquele sistema operacional de qualidade duvidosa, vou esperar para analisá-lo.

truecrypt no fedora core 9

Procurando uma maneira de criptografar seus dados, e que também possam ser compartilhados com outras plataformas? Uma solução interessante é o TrueCrypt, que pode ser baixado em http://www.truecrypt.org.

truecrypt

Para instalar no Fedora, existem pacotes disponíveis no seguinte repositório: http://www.lfarkas.org/linux/packages/fedora/9/i386/.

Basicamente, para instalar, você vai precisar (estando como root ou rodando com sudo):

# cd /etc/yum.repos.d
# wget http://www.lfarkas.org/linux/packages/fedora/lfarkas.repo
# yum install truecrypt

E pronto! Basta executar o comando truecrypt que você poderá criar um disco criptografado ou um contâiner para armazenar seus dados de forma segura. Recomendo dar uma lida no manual do TrueCrypt. Eu estou mudando de EncFS para TrueCrypt.

Migração de Debian para Fedora

Fedora

A história

A partir de domingo, 10/08/2008 estou usando Fedora. Sim, Fedora. Sempre fui um apoiador de software livre, e durante esses vários anos utilizei as distribuições principais da seguinte maneira:

  • 1996: Yggdrasil, primeiro contato com Linux, através da Interdata, onde foi praticamente meu primeiro emprego.
  • 1997 ~ 2000: Slackware, onde realmente aprendi o que era usar Linux e demais ferramentas GNU. Nesse intervalo de tempo, também testei diversas outras distribuições, como SuSE, RedHat. FreeBSD, OpenBSD também foram testados. IRC, efnet, security geek. Madrugadas e madrugadas aprendendo. Tempo bom!
  • 2000 ~ 2002: Debian, achei que o Slackware andava meio parado, e meu tempo também já não era como antes (faculdade, etc). O Debian é uma ótima distribuição que se encaixou nas minhas necessidades na época.
  • 2002 ~ 2003: Gentoo, pois queria ter o controle total dos pacotes, ~x86 na época era demais com um AthlonXP (que tenho até hoje!), ver todas aquelas linhas de compilação! Ficava feliz com a fato do OpenOffice compilar depois de várias horas.
  • 2003 ~ 2005: Debian, o tempo novamente. Como não sobrava muito, digamos que retornei ao meu “Porto Seguro”.
  • 2005 ~ 2007: Ubuntu, nesse momento, eu achava que precisava contribuir com o software livre, já que o utilizava bastante e não ajudava com muita coisa. Já tinha dado treinamentos, participado de InstallFests, etc, mas precisava ser algo maior. Comecei então a trabalhar no projeto Ubuntu Brasil, com os meus amigos Rodrigo Belém, Mario Meyer e Lício Fonseca. Estávamos progredindo, mas novamente o tempo (neste caso por família, filho, esposa!) , me impediu de trabalhar mais ativamente, e infelizmente outras pessoas que eu mesmo apoiei no início resolveram “queimar meu filme” (nenhum dos que citei anteriormente). Então, o empenho de contribuição desapareceu.
  • 2007 ~ 10/08/2008: Debian/Ubuntu, sempre usando os dois, Debian no MacBook e Ubuntu no Desktops (trabalho e casa).

Os motivos

  • Surpresa: no mês de julho, eu e alguns amigos resolvemos atualizar nosso servidor dedicado, e eis que então surge a possibilidade de usar o CentOS. Até então, eu já tinha ouvido falar de tal distribuição baseada no RHEL, mas nunca tinha tido vontade de experimentar. Depois de alguns dias administrando o servidor, gostei muito da ferramenta yum (que me lembrou bem do apt), feita em python e C, e também da estabilidade do servidor.
  • Segurança: o Fedora possui um grande comprometimento ao quesito segurança. Firewall habilitado por padrão, PIE, SSP, SELinux, … Tudo bem, alguns podem dizer que não são as melhores proteções… mas, lembrem-se que “o ótimo é inimigo do bom” (como diria o Jaime!), e esses esforços não podem ser desconsiderados.
  • Aparência: ninguém pode negar que o conjunto de artes do Fedora é bem elaborado. O sítio é bem organizado e chamativo. O boot loader também tem um cuidado especial, o que é um atrativo para novos usuários. Pensei até em usar o LinuxMint, mas não sei qual o será o tempo de vida da distribuição.
  • “Corporatividade”: as distribuições mais usadas em empresas hoje são RHEL e SuSE. Ambas, usam RPM. Ambas, tem uma distribuição “comunitária”, Fedora e openSUSE. Ou seja, algumas das ferramentas disponíveis nestas últimas, acabam sendo migradas para as distribuições corporativas. E isso não deve ser desconsiderado.
  • Novidade: é sempre bom experimentar algo novo. O sistema init é diferente (event), pm-utils, selinux, e por aí vai. Junto com a mudança sempre vem um empenho e vontade de aprender.

A conclusão

Até agora tenho gostado do Fedora. Já não uso mais o FC9 estável, e sim o testing. Ainda não tive oportunidade, mas vou acabar migrando para a variação de desenvolvimento, Rawhide, mantendo a similaridade que tinha com o Debian sid.

Vale a pena? Não consido afirmar ainda, mas não me arrependi. Pouco a pouco vou conhecendo mais detalhes do Fedora, e em último caso posso formatar tudo e reinstalar a distribuição que quiser (nada como um /home separado!).

Problemas no FC9? Encontrei alguns, sempre existem. Tais como os da imagem abaixo. Entrei em contato com o desenvolvedor do PackageKit, Richard, e soluções para eles já foram providenciadas.

Mas então Fedora é melhor que o Debian? Não, claro que não. É mais uma questão de gosto e de funcionalidades que cada um procura e precisa.

introdução ao git

O git, sistema de controle de versões de código aberto, é utilizado por vários projetos de grande porte, tais como: Linux Kernel, Ruby on Rails, WINE e X.org.

git logo

Ao invés de dificultar o aprendizado através de detalhes que as vezes não são necessários num primeiro contato com a ferramenta, o git magic apresenta conceitos de maneira simples, passo-a-passo, facilitando o entendimento sobre controle de versões e também do uso da ferramenta.

Apesar de ser em inglês, é um documento recomendado a todos que precisem de alguma maneira gerenciar ou trabalhar com o git.

Fonte: LWN.net

lançado kernel 2.6.26.1

O kernel 2.6.26.1 foi lançado, e quem usa a última versão estável (mas talvez não tão estável assim), deve atualizar. Segue um trecho da mensagem na íntegra:

tux

We (the -stable team) are announcing the release of the 2.6.26.1
kernel.

It contains lots of bugfixes, all over the map. Any users of the 2.6.26
kernel series should upgrade to this version. For details on the fixes,
see the changelog entries and the diffstat below.

I’ll also be replying to this message with a copy of the patch between
2.6.26 and 2.6.26.1

The updated 2.6.26.y git tree can be found at:
git://git.kernel.org/pub/scm/linux/kernel/git/stable/linux-2.6.26.y.git
and can be browsed at the normal kernel.org git web browser:
http://git.kernel.org/?p=linux/kernel/git/stable/linux-2.6.26.y.git;a=summary

thanks,

greg k-h